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prefácio de Adonai Sant´Anna

mentes criativas
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a arte de empreender P&D e inovação


O excelente livro de Klaus de Geus é uma obra que merece a atenção não apenas por parte de empreendedores experientes e iniciantes, mas também do público em geral. Para os empreendedores trata-se de um alerta, uma vez que em um mundo cada vez mais dinâmico como o nosso, exigem-se constantes atualizações e revisões sobre procedimentos adotados no mundo empresarial. E para o público em geral o interesse da obra reside no fato de que este livro é um exemplo inspirador, pelos motivos que exponho a seguir.

Com muita frequência empresários consideram o meio acadêmico como um mundo de sonhos distantes da realidade do dia-a-dia do empreendedor. E igualmente frequente é o preconceito que o mundo acadêmico tem em relação a uma suposta falta de vontade de pensar por parte de administradores de empresas e empreendedores em geral. O fato é que a universidade tem muito a oferecer ao mundo empresarial, não apenas em termos de inovações tecnológicas, mas também de métodos de gestão. E o meio empresarial, por sua vez, oferece um ambiente real no qual os fenômenos sociais do empreendimento acontecem de fato. Não se faz teoria sem prática e não se faz a prática sem uma fundamentação teórica. A relação entre teoria e prática não é hierárquica. A relação entre teoria e prática é um acoplamento, uma rede, um emaranhamento entre ideias e ações.

A análise quantitativa para a administração de empresas, por exemplo, oferece ferramentas indispensáveis tanto para os megaempresários quanto para aqueles que querem abrir uma lanchonete em seu bairro. São ferramentas que variam da análise multivariada de dados à teoria das decisões, da pesquisa operacional às simulações computacionais, da matemática do cálculo diferencial e integral aos métodos estatísticos. A análise multivariada de dados é útil, entre outras coisas, para a identificação de padrões a partir de grandes volumes de dados. Afinal, como definir o perfil de um produto se não se conhece o perfil de sua potencial clientela? Já a teoria das decisões trata do emprego de ferramentas consagradas para a tomada de decisões racionais. Por exemplo, se uma empresa que realiza pesquisas de mercado estabelece um preço para um determinado estudo ou levantamento, como saber se a informação prestada vale realmente o que a empresa pede por ela? Já a pesquisa operacional, entre inúmeras funções, trata também de processos de otimização, essenciais em quaisquer negócios. E as simulações computacionais viabilizam um mundo virtual bem mais fácil de manipular e bem mais econômico do que o mundo real, permitindo que o administrador tenha uma visão preliminar sobre um potencial risco.

Mas aqueles que conhecem os métodos quantitativos aplicados à administração de empresas, sabem também que a análise qualitativa é um alicerce do qual todos os métodos matemáticos, estatísticos e computacionais fundamentalmente dependem. Os melhores métodos quantitativos do ponto de vista matemático e computacional podem ser absolutamente ingênuos e irreais se não houver a experiência e a sensibilidade do administrador de empresas para sustentá-los. Analogamente, a intuição de um administrador de empresas pode ser grosseiramente falha sem o suporte de métodos racionais que frequentemente demandam o estudo realizado por equipes inteiras de pesquisadores que conhecem e aplicam matemática e estatística.

E tanto na intuição, sensibilidade e experiência do empresário quanto na concepção e desenvolvimento de métodos quantitativos estão inerentes a criatividade de indivíduos. Ou seja, Klaus de Geus toca em um assunto de extrema importância. Ele toca na estratégica questão que diferencia o obsoleto e o novo, o novo factível e o sonho desvairado, a tradição e a racionalidade. Ele trata da criatividade.

Klaus de Geus é um profissional com ampla experiência tanto no meio empresarial quanto acadêmico. Isso assegura ao autor uma posição privilegiada para colocar em discussão assuntos como os tratados na presente obra. É claro que não é possível esgotar o tema “criatividade” em um único livro, ainda que o foco da discussão seja voltado à administração empresarial. E não creio que o autor tenha essa pretensão. Mas uma obra instigante como esta certamente deve se firmar como um dos alicerces nas discussões e ações que visem a inovação no ambiente empresarial.

Adonai S. Sant’Anna
Professor Associado
Departamento de Matemática da Universidade Federal do Paraná


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