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a história de eiranembeira


eiranembeira: projeto realizado por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com título Projeto Sol, sob número 033185.


where to buy: Para adquirir um CD, por favor, entre em contato diretamente comigo. As músicas podem ser encontradas praticamente em todas as "music stores", tais como iTunes, Spotify, OneRPM, ReverbNation and Napster.


o significado


eiranembeira: isenção de ornamentos tradicionais.

Existe uma expressão muito utilizada em nosso dia-a-dia: sem eira nem beira. Mas qual é de fato a sua origem? A eira é o pedaço de chão, ou de terreno, que fica na entrada de uma casa, entre a calçada e a fachada da casa. A beira é a extremidade do telhado da casa. Se o telhado termina rente à parede da casa, ela não tem beira. Se existe um avançado no telhado, ela tem uma beira simples. Uma casa pode ter múltiplas beiras no acabamento do telhado, que normalmente estão dispostas como se fossem pequenos degraus.

Antigamente, o número de beiras que a casa tinha refletia o nível social de seu proprietário. Uma casa sem beira correspondia a moradores de baixo nível social.

O trabalho "eiranembeira", analogamente, pretende ser um trabalho isento de ornamentações normalmente utilizadas para dar status, a saber, ornamentações que sejam tradicionais, que sejam feitas com segundas intenções, para agradar determinadas pessoas, ou costumes, ou parâmetros, ou seja, que sigam um paradigma pré-definido.

eiranembeira pretende ser livre de preconceitos. Sua beleza tem que ser descoberta.



a gênese


Tudo começou com um sonho de criança. eiranembeira é o resultado de um longo trabalho, que se iniciou com investigações ao piano, quando eu tinha uns 15 ou 16 anos. Aos 18 anos, em um festival em que apresentei uma de minhas primeiras músicas, conheci o Paulo, amigo-irmão e letrista de três das músicas deste trabalho. Ele me apresentou a letra de "atestado de óbito declara, terra sela!", e eu, na minha ingenuidade de conhecimento de harmonia, compus uma música que, para mim, desafiava o costume. Depois dela, vieram "Lágrimas lamentando o que já foi lamentado", que fazia experimentos sonoros, e que se caracteriza pela polirritmia. "Fluir" veio logo em seguida, com um tom mais melodioso.

Ainda nos anos 80, "Tema da liberdade" surgiu quando o pastor falava sobre a liberdade e eu, sentado, com um caderno à mão, anotava as coisas que achava importante, e acabei escrevendo a frase que se tornou a letra da música. "Sopro" também surgiu nessa época, música simples, mas que julguei importante no contexto.

Depois de um longo período de silêncio, "me faz ouvir" surgiu nos anos 90. Foi a primeira composição cuja letra fora feita para fazer parte de uma música.

Depois disso, de 2001 em diante, após decidir voltar a estudar piano para aprender mais de harmonização, surgiram novas músicas. "Sol" foi a composição em que explorei a harmonização e os ricos acordes da bossa nova. "Sol prelúdio" veio como complemento da música, num tom mais intimista. "Tua luz" surgiu com uma velha seqüência que tinha feito, que foi sendo desenvolvida juntamente com um ritmo que explora irregularidades. "A separação" é uma música conceito. Ela surgiu depois que eu fiz uma composição visual, de mesmo nome, em que separei imagens de partes de uma casa pela cor. Daí surgiu a frase "a separação é pela cor". Logo depois, pensei na dualidade de significado dessa palavra, que pode corresponder tanto ao distanciamento ("separar de") quanto à seleção ("separar para"). A música seguiu esse conceito, tentando separar ao máximo seus elementos.



o projeto


A partir de 2001, veio-me à mente concretizar um trabalho musical. A Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, surgiu como um meio de financiar o projeto, que, depois de escrito, recebeu o nome de "Projeto Sol", título de uma das músicas. Uma vez aprovado o projeto, procurei empresas que poderiam contribuir, encontrando apenas uma (MPS Informática, em Curitiba), e ainda assim por tempo limitado, o que prejudicou o andamento do projeto, uma vez que a verba não era suficiente. A partir de um certo momento, porém, a empresa não pôde mais contribuir, e o projeto teve que buscar uma alternativa viável de implementação.

Selecionei os melhores trabalhos musicais desenvolvidos até então, e iniciei o projeto do encarte do CD, com a série de trabalhos visuais intitulados "worktures". A palavra vem da contração do termo, em inglês, "work on pictures". As músicas mais recentes, "tua luz", "a separação" e melhorias em algumas existentes, foram feitas a partir dessa data também. No final disso tudo, eu tinha nas mãos um caderno com as partituras das músicas, em constante atualização e melhoria, e um álbum de trabalhos visuais constituído de seis worktures.

A música "a separação" originou-se mesmo com a workture "a separação", que por sua vez se originou da primeira workture, "casasdacidade", quando separei as palavras do título pela cor e não pelo espaço.



a concretização


Depois de captado algum recurso pela Lei Rouanet e preparadas as músicas e as worktures, fizemos o planejamento de execução do projeto, muito embora houvessem ainda parâmetros incertos.

Enquanto isso, fazia em casa os preparativos para o início das gravações. O David Fehrmann foi, nesse período, uma pessoa essencial ao projeto, com seu entusiasmo e com sua disposição em ajudar, por amizade e por prazer. Ele levava equipamentos à minha casa para podermos gravar as guias das músicas.

As gravações começaram com uma sessão no Teatro Brasílio Itiberê, na Rua Cruz Machado, em Curitiba. Depois de pedir autorização para a gravação e mandar afinar o piano, no dia 02 de março de 2005 gravamos o piano de algumas faixas. Posteriormente tivemos a infelicidade de saber que algumas gravações tinham sido perdidas por problemas técnicos. Uma outra gravação feita nesse teatro também foi substituída, já no final dos trabalhos, porque eu descobri que, por erro meu, aquela versão tinha perdido o "astral" com o qual a música tinha sido feita.

Alguns dias depois, talvez um mês, fizemos a primeira sessão no Estúdio BapTchuRap. A empolgação começou da ficar evidente quando, fechados no estúdio, à noite, depois de um longo dia de trabalho, o Lauro e eu começamos a inventar coisas. Dessas invenções e lucubrações surgiu a idéia do Rupert, que originalmente era uma pintura que eu tinha feito a mão na parede da cozinha da minha casa. A pintura me lembrava aquelas pinturas rupestres, e a similaridade do nome Rupert com a palavra rupestre batizou aquele sujeito que viria ser uma personagem importante deste trabalho.

As músicas já pareciam ter uma seqüência pelo conteúdo, pela letra. A partir daí não foi difícil conceber um dia da jornada de Rupert rumo a Veernandra, terra do sol constante.

As faixas pares do CD são exatamente o retrato sonoro desse dia de viagem de Rupert a seu destino. As músicas estão nas faixas ímpares, e se entrelaçam sutilmente com a narrativa da jornada de Rupert.

A partir daí, as sessões de gravação foram sendo realizadas uma vez por semana, mas às vezes ficávamos um bom tempo sem gravar, como por exemplo em março e abril de 2006. Entretanto, as sessões no estúdio sempre eram regadas de bom humor, cheias de brincadeiras em meio a surtos de criatividade. É um tempo que não dá para esquecer.

A última gravação instrumental foi em 26 de setembro de 2006. A voz principal veio logo em seguida.


Teatro Brasílio Itiberê
Primeiro dia de gravação: 02 de março de 2005.


Teatro Brasílio Itiberê
Gravação de piano, com guias de violão e voz.


Teatro Brasílio Itiberê
Sander, de boné, à mesa.


Teatro Brasílio Itiberê
Ensaios e gravações se misturam.


Teatro Brasílio Itiberê
Lauro, à esquerda, assistindo.


Teatro Brasílio Itiberê
Fábio, ao piano, David e Klaus.


Teatro Brasílio Itiberê
Qual é a dúvida, Fábio?


Teatro Brasílio Itiberê
Fábio "destruindo" o piano.


Teatro Brasílio Itiberê
David acompanhando ao violão as gravações de piano.


Teatro Brasílio Itiberê
Lauro controlando as coisas.


Teatro Brasílio Itiberê
Klaus ensaiando ao piano.


Teatro Brasílio Itiberê
David ao violão.


Teatro Brasílio Itiberê
Sander e a presença técnica.


Teatro Brasílio Itiberê
A primeira gravação é sempre difícil


Teatro Brasílio Itiberê
Klaus gravando parte de uma música ao piano.

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